Investigação contra arcebispo nova-limense vai parar no Vaticano

PAPÁ - 2020/BELÉM - POLITICA - na foto acerbispo dom alberto taveira estar vendo denunciado fotos de arquivo FOTO TARSO SARRAF

A investigação que ocorre em segredo de justiça contra o arcebispo de Belém do Pará, Dom Alberto Taveira Corrêa, que é nova-limense, foi parar na imprensa nacional e também no Vaticano. O arcebispo é acusado de abuso sexual e assédio moral contra seminaristas no Pará.

O Jornal Sempre Nova Lima já havia publicado há quatro semanas que Dom Alberto havia publicado uma carta confirmando as investigações e afirmando que ainda não havia sido escutado pelas autoridades.

Pelo menos quatro seminaristas, sendo três deles afirmando terem sido abusados sexualmente pelo arcebispo e um outro que afirma ter sido apenas assediado moralmente, fizeram denúncia ao Ministério Público sobre os possíveis crimes. Neste último domingo, dia 3, o programa da Rede Globo, o Fantástico, falou sobre o caso dando notoriedade maior a investigação.

Com isso, os promotores pediram a investigação da Polícia Civil sobre os casos. A situação acabou chegando ao Vaticano e uma missão apostólica foi enviada pela autoridade maior da Igreja Católica a fim de se apurar as acusações. Os casos teriam acontecido em 2014, quando os envolvidos possuíam entre 15 e 20 anos de idade. Eles estudavam para ser padre ou estavam em processo de desligamento do seminário comandado por Taveira.

O jornal espanhol El País publicou uma entrevista com um dos denunciantes. Ele afirmou que começou a ser assediado com 15 anos ainda antes de entrar para o seminário e foi abusado com 18 anos. Os jovens contaram ao Fantástico que por várias vezes o arcebispo ficava a sós com eles em sua sala e supostamente ordenava que “abaixassem as calças” quando o mesmo acariciava as partes íntimas destes adolescentes ou jovens adultos.

Dom Alberto ainda chegou a dar livros para estes aonde uma suposta cura para o homossexualismo era relatada. Ele chegou, também, a gritar com um deles proferindo palavras como “viado”, quando o mesmo chegou a chorar e ouviu do arcebispo “que chorar é coisa de viado”.

O advogado do arcebispo nega toda as acusações e afirma que os quatro denunciantes possuem diferenças com o nova-limense e insinuou que isso é um conluio contra o religioso. Dom Alberto já negou em vídeo as acusações e recebeu apoio de entidades ligadas à Igreja Católica e de padres brasileiros, como Marcelo Rossi e Fábio de Melo.

Entidades civis e de direitos humanos pedem afastamento do arcebispo até o fim das investigações.

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