Donos de clínica veterinária podem ter coagido testemunhas

Uma delas teve consultório incendiado após prestar depoimento

Foto:Reprodução/Jornal da Cidade BH

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou na última sexta-feira, dia 22, a Operação “Arca de Nóe” que culminou na prisão do médico veterinário Marcelo Dayrell, acusado de maus-tratos, crime ambiental e inclusive congelar animais mortos para que fossem cobradas diárias indevidas dos donos.

Segundo o delegado Bruno Tasca Cabral, diversas testemunhas foram coagidas durante o processo de investigação. Bruno aponta que cerca de 30 pessoas já prestaram depoimento e mais vítimas devem procurar a delegacia para denunciar casos possíveis casos de estelionato.
O delegado afirmou ainda que Marcelo ameaçava funcionários inclusive de interferir junto ao Conselho de Medicina Veterinária para caçar o registro de quem interferisse nos crimes que ele cometia.

A delegada Carolina Bechelany, aponta que a investigação se deu em razão de crimes ambientais por causa do descarte de lixo veterinário, como seringas, junto ao lixo comum, o que é proibido por lei. Além disso, Bechelany aponta que a clínica pode ter usado ribeirões para descarte de produtos e até mesmo de sangue animal.

Ainda de acordo com Carolina, uma das testemunhas, que segundo ela é ex-funcionária da clínica, teve seu consultório queimado após depoimento, considerado importante para as investigações. “Umas delas [testemunha] prestou depoimento de manhã, deu todas as informações e, por coincidência ou não, a tarde seu consultório foi todo incendiado”.

A clínica também é suspeita da venda de medicamentos proibidos, da aplicação de medicamentos de humanos em animais e do reaproveitamento de próteses que eram retiradas de animais mortos. Na investigação há também indícios de crimes de sonegação e lavagem de dinheiro.

“Nós temos testemunhas fundamentais que informam para gente que era um procedimento comum a reutilização de próteses e parafusos que poderiam causar uma contaminação nos animais muito fácil. E a questão do congelamento, nós tivemos notícia que ele praticava esse tipo de ação, ele congelava o animal já morto para postegar a devolução do corpo para receber um maior volume de dinheiro”, disse a delegada Carolina Bechelany.

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