Grupo de mães luta pelos direitos de seus filhos com autismo

Mães buscam mais apoiadoras e cobram do Poder Público mais ações em prol dos seus filhos

Imagem meramente ilustrativa

Um grupo de mães que criaram uma rede chamada “Rede de Apoio de Mães Atípicas” (Rama) lutam pelos direitos de seus filhos com autismo. Autismo “é um transtorno de desenvolvimento que compromete as habilidades de comunicação e interação social e geralmente aparece até os 3 anos de vida”, segundo o site “Minha Vida”.

A rede, que se reúne uma vez por mês, entrou em contato com o Jornal Sempre Nova Lima para divulgar o grupo. O intuito é poder dizer para outras mães, que elas podem encontrar apoio e contribuir, também, com a luta de todas por melhores condições advindas do Poder Público para seus filhos.

Na carta de apresentação da rede, elas explicam que “entendendo que, muitas mães “atípicas” vivenciam suas lutas diárias de maneira solitária diante dos medos, dos preconceitos, do desrespeito e até mesmo da falta de recurso financeiro e da acessibilidade aos serviços essenciais para o desenvolvimento integral de seus filhos, a Rede, que é formada por mães e amigas de pessoas com deficiência, busca alternativas que garantam os direitos dos filhos resguardados pelas legislações específicas, o bem-estar das mães e o enfrentamento dos desafios na comunidade nova-limense.”

“O Objetivo principal da Rede de Apoio de Mães Atípicas é tratar a invisibilidade dessas mães e de seus filhos, tornando-os, ambos, visíveis e importantes de serem vistos no município, nas áreas da educação, cultura, esporte, saúde, acessibilidade, lazer, entre outras”, afirmou ainda o documento que o Sempre teve acesso.

Uma lei aprovada pela Câmara Municipal em 2012 e sancionada pelo ex-prefeito Carlos Roberto Rodrigues (PT), criou o Sistema Municipal Integrado de Atendimento à Pessoa Autista” e determinou diretrizes para a “plena efetivação dos direitos fundamentais decorrentes da Constituição Federal” a esta população. Entre as determinações da lei, está o tratamento especializado multifocal.

Inclusive, a mãe do Josias, de oito anos – ele tem autismo -, Roseli Andreia Fidelis, disse para a reportagem que a rede procurou a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer a fim de incluir seus filhos em atividades esportivas. A alegação, num primeiro momento, segundo no disseram, é que não há verbas, profissionais e locais para praticar tal ação.

Contudo, após muitos contatos e cobranças, a Prefeitura se colocou a disposição para contratar professores para aulas de capoeira. São pelo menos 30 vagas disponibilizadas e há 15 crianças inscritas. A Rama corre atrás para inscrever o restante das vagas.

A mãe que deseja entrar em contato para contribuir e também buscar ajuda pode enviar uma mensagem no Whatsapp 986944522

Foto: Reprodução/RAMA

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