No maior teste recente de sua democracia, EUA elegem um novo presidente nesta terça

Os Estados Unidos vai eleger um novo presidente nesta terça-feira, dia 3, naquela que vai ser a maior a eleição desde a vitória de Barack Obama, o primeiro negro a presidir o país, marcado por grandes disputas raciais.

De um lado o presidente republicano e bilionário, Donald Trump. Do outro o moderado e mais liberal no aspecto ideológico, Joe Biden, dos Democratas. No meio um grande teste para a democracia americana.

Desde o advento da guerra civil ou Guerra de Secessão, quando o norte e o sul se enfrentaram devido a escravidão, os americanos nunca se viram tão divididos. Várias mortes de homens negros sob atuação de policiais brancos, grupos supremacistas brancos que não foram devidamente combatidos pela presidência de Trump, importantes decisões geopolíticas e uma economia combalida devido a pandemia de Coronavírus, deixam ao país uma cisão determinante para o futuro.

No atual cenário, segundo a média das pesquisas divulgadas, o democrata Joe Biden leva vantagem. Na média nacional, ele tem vantagem de 10 p.p sobre o republicano. Contudo, este cenário se repetiu, apesar de que com menor intensidade, quando Donald venceu a também democrata Hillary Clinton, em 2016.

Nas últimas horas, Trump intensificou comícios em pelo menos quatro estados que são vistos como chaves para a sua vitória: Wisconsin, Pensilvânia, Carolina do Norte e Michigan. Apesar destes, a Flórida também é vista como importante.

Em todos, Trump afirmou que as pesquisas que dão Biden na frente “são falsas” e que votos que serão contabilizados após esta terça-feira são fraude e que seus advogados estão prontos para agir. Alguns estados americanos, como a Pensilvânia, aceitam votos através do serviço de correios e deverão ser contabilizados após esta terça. A campanha republicana já foi derrotada na justiça nas últimas horas, quando pediu para decretar algumas centenas de votos como fraude.

Em recentes levantamentos, feitos nesta segunda-feira, dia 2, Biden aparece a frente em projeções nacionais e aparece atrás em alguns estados em pesquisas estaduais. Mesmo assim, se todas as pesquisas estiverem certas, segundo o New York Times, ele vence a eleição com 351 delegados contra 187 de Trump. Se as pesquises errarem, Biden teria 335 delegados e o presidente 203.

A terça-feira promete ser intensa nos Estados Unidos e também no mercado financeiro. E o resultado impacta diretamente na diplomacia brasileira, uma vez que Jair Bolsonaro (Sem Partido) se aproximou de forma veemente do governo de Donald Trump. Contudo, o governo brasileiro sinalizou para a campanha de Biden no final de semana e recebeu a resposta de que a campanha não conversa com governos de outros países durante a eleição. China, a rede de dados 5G e acordos comerciais, estão em voga para os brasileiros na eleição norte-americana.

Como é a eleição nos EUA

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