JORNAL SEMPRE – Uma passageira que estava no ônibus envolvido no acidente que atingiu seis veículos na MG-030, na altura do Vale dos Cristais, em Nova Lima, na noite de segunda-feira, dia 1º, relatou os momentos de medo e tensão vividos por quem estava dentro do coletivo.
O acidente ocorreu por volta das 20h45, próximo ao Colégio Santo Agostinho. Segundo informações divulgadas anteriormente, o ônibus da linha 3843 (BH Shopping/Raposos) perdeu o controle ao tentar frear após o trânsito parar e acabou atingindo seis carros de passeio. Nenhum passageiro ficou ferido.
Em relato enviado à reportagem, uma passageira descreveu a situação como uma das experiências mais aterrorizantes de sua vida. Segundo ela, o veículo estava lotado e, após passar pelo BH Shopping, já não conseguia mais parar nos pontos para embarcar novos passageiros.
Ela conta que, na descida da rodovia, o coletivo ganhou velocidade e não conseguiu frear ao se aproximar dos veículos que estavam à frente. “Como o ônibus estava extremamente pesado, ele desceu embalado e não conseguiu frear ao se aproximar dos outros carros”, afirmou.
A passageira se recorda de que, instantes antes da colisão, um dos ocupantes do ônibus questionou se o veículo havia perdido o motor.
“Lembro de ouvir um senhor perguntar: ‘Perdeu o motor?’. Logo depois, o ônibus começou a passar por cima e arrastar os veículos à frente. A sensação que tínhamos é que ele nunca iria parar”, contou.
Ainda de acordo com a passageira, esse mesmo homem ajudou o motorista nos momentos de tensão, indicando um local onde o coletivo pudesse ser parado com segurança. “Ele falava: ‘Vira o volante para cá, encosta ali. O ônibus vai conseguir encostar’. Querendo ou não, o motorista, mesmo sendo o profissional, fica extremamente assustado com a situação”, disse.
Embora ninguém tenha se ferido dentro do ônibus, o impacto emocional do acidente marcou muitos passageiros. A testemunha relata que várias pessoas choraram e tiveram crises de ansiedade após a sequência de colisões.
“Muitas pessoas tiveram crises de ansiedade e choraram bastante, mas, felizmente, ninguém dentro do ônibus se machucou. Graças a Deus, ninguém ficou gravemente ferido. Foi um verdadeiro livramento”, afirmou.
Após o ocorrido, a passageira diz que permanece refletindo sobre as consequências emocionais da experiência.
“Mas fica a pergunta: como fica o nosso psicológico depois de passar por uma situação dessas? E como voltar à rotina e confiar novamente nos ônibus da Saritur?”, questionou.




