JORNAL SEMPRE – Uma operação integrada das forças de segurança de Minas Gerais identificou diversas irregularidades no comércio de bebidas alcoólicas em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, incluindo Nova Lima.
As fiscalizações ocorreram no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, além de pontos em Belo Horizonte, nas regiões central e da Pampulha, e em Contagem, no bairro Eldorado. A operação deve avançar para municípios do interior nas próximas fases.
Realizada ao longo de abril, a terceira fase da Operação Baco resultou na apreensão de quase 2 mil litros de bebidas consideradas impróprias para consumo. Ao todo, 29 estabelecimentos foram vistoriados, entre bares, depósitos e lojas, incluindo unidades localizadas no Mercado Central de Belo Horizonte.
A operação reúne equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria de Justiça e Segurança Pública e órgãos de fiscalização sanitária e agrícola. O objetivo é combater a produção e a distribuição de bebidas adulteradas ou sem registro no Ministério da Agricultura. De acordo com as autoridades, esse tipo de irregularidade pode estar relacionado não apenas a infrações administrativas, mas também ao financiamento de atividades criminosas.
O porta-voz da Polícia Militar, capitão Rafael Veríssimo, afirmou que a venda de bebidas adulteradas pode ser utilizada por organizações criminosas como estratégia para lavagem de dinheiro e outras práticas ilícitas.
As investigações também apontaram reincidência em alguns locais fiscalizados. Um depósito que já havia sido alvo em fases anteriores voltou a apresentar irregularidades.
Mercado Central entra no radar
Entre os pontos vistoriados, estabelecimentos do Mercado Central de Belo Horizonte chamaram a atenção. O local, conhecido como referência turística e gastronômica, concentrou cerca de um terço das inspeções realizadas, mas respondeu por apenas 5% do total de bebidas apreendidas.
As irregularidades encontradas vão desde a falta de selo de controle e problemas na rotulagem até suspeitas de adulteração do conteúdo. Mesmo nos casos considerados “menos graves”, os produtos foram retirados de circulação.
Riscos à saúde e continuidade das apurações
De acordo com a delegada Renata, da Polícia Civil de Minas Gerais, parte do material apreendido ainda será submetida à perícia técnica para confirmar possíveis adulterações. Os exames devem verificar se o teor alcoólico corresponde ao indicado nos rótulos e se há presença de substâncias não informadas.
Enquanto isso, os produtos suspeitos seguem sendo retirados do mercado como medida preventiva.
As apurações têm como base o Código de Defesa do Consumidor, especialmente no que se refere à venda de produtos impróprios para consumo. Até o momento, não houve prisões nesta fase da operação, mas autos de infração foram registrados.
As autoridades também orientam a população a ficar atenta a sinais como alteração na aparência da bebida, lacres violados e procedência duvidosa. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 190 e 181.


