Além da segurança, educação também entra em greve em Minas Gerais

A principal reivindicação da categoria é o cumprimento do piso salarial profissional nacional em Minas

Foto: Sempre Nova Lima - A escola Deniz Vale

Do Jornal O Tempo

O protesto dos servidores da segurança pública de Minas Gerais, marcado para esta quarta-feira, vai receber, segundo lideranças, 107 ônibus com servidores e familiares vindos de 61 cidades do interior. Ao todo, a expectativa é que o quantitativo de manifestantes que estarão no centro de BH para a manifestação gire em torno de 50 a 60 mil.

Os servidores estaduais da segurança cobram reajuste de 24% no salário, dentre outras reivindicações e protestam contra o governo desde o mês passado.

O ato, desta quarta-feira, está marcado para a Praça da Estação, no hipercentro da capital, às 9h, e lideranças da categoria prometem “incursões” pela cidade, com paradas em pelo menos mais três outros lugares. No entanto, as lideranças ouvidas pela reportagem preferiram não divulgar os locais com antecedência.

Foi convocado também, para esta quarta-feira, um “sirenaço” em todo estado. Uma convocação enviada pelas redes sociais aos servidores pede que todas as viaturas, em todo estado, fiquem com as sirenes ligadas, ao meio-dia desta quarta-feira.

Educação de greve

Os servidores da rede estadual de Minas Gerais entrarão em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (9). A foi aprovado por unanimidade, nesta terça-feira (8), em assembleia realizada em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A Educação junta-se, assim, à Segurança Pública e à Infraestrutura na cruzada do funcionalismo público contra o governador Romeu Zema (Novo).

A principal reivindicação da categoria é o cumprimento do piso salarial profissional nacional em Minas. A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, afirma que o cumprimento do piso é garantido tanto pela Lei 21.710/2015 quanto pelo artigo 202-A da Constituição Estadual. “Em nenhum dos anos do governo Zema, nós tivemos praticado o reajuste do piso salarial profissional nacional. A educação tem recursos próprios vinculados que nos garantem o piso salarial profissional nacional”, ressaltou Denise.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG pontua que a proposta de recomposição inflacionária de 10,06% anunciada por Zema está distante do piso salarial nacional. “Na verdade, faltam 23%. A aplicação do piso salarial profissional nacional, que foi divulgada através de uma portaria do ano de 2022, é de 33,23%. Então, o governo do Estado de Minas Gerais precisa chegar a esse valor, que é o que a legislação prevê para o piso salarial profissional nacional”, reforçou a dirigente sindical.

Escolas em Nova Lima

As escolas estaduais em Nova Lima sempre participaram dos movimentos grevistas dos últimos anos. Contudo, neste momento, não há informações sobre paralisação dos trabalhos que voltaram recentemente devido a pandemia de Covid-19.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

error: O conteúdo está bloqueado. Entre em contato para solicitar o texto.