Foto: Alex de Jesus/O Tempo

MATÉRIA DO G1

Quem precisou levantar bem cedo nesta segunda-feira (4) em BH e Região Metropolitana, se assustou com as temperaturas mais baixas e em alguns momentos, a chuva fina, após um fim de semana de sol e calor.

A temperatura mínima registrada em BH ficou em torno de 15°C. Durante a noite de domingo e a madrugada desta segunda, também houve ventos fortes, com rajadas que chegaram a quase 65 km/h em algumas áreas.

Ao longo do dia, a previsão indica predomínio de muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada a qualquer momento. Apesar disso, as temperaturas devem subir pouco: a máxima prevista é de cerca de 25°C, mantendo a sensação de tempo ameno.

Por que a semana começou assim?

A mudança no tempo foi provocada pela passagem de uma frente fria pelo litoral do Sudeste, seguida por uma área de alta pressão. Esse sistema alterou a direção dos ventos e favoreceu a entrada de umidade, o que contribuiu para o aumento de nuvens e ocorrência de chuvas pontuais.

Nas redes sociais, pessoas de diferentes cidades registraram a chuva fina e queda de temperaturas. Foi o caso da Eliete Braz, de João Monlevade, na Região Central e da Simone Oliveira, em Santa Luzia, na Região Metropolitana (veja foto acima).

“Em Joao Monlevade amanheceu com aquela chuvinha e aquele friozinho”, diz Eliete.

“Em Santa Luzia, divisa com BH, está caindo uma chuvinha e fazendo um friozinho gostoso”, comemorou Simone.

Como fica o fim de semana do Dia das mães?

Já para o fim de semana do Dia das Mães, modelos meteorológicos indicam a possibilidade de uma nova mudança mais significativa, com a chegada de outra frente fria seguida por uma massa de ar polar.

A tendência é que as temperaturas comecem a subir gradualmente a partir desta terça-feira.

Caso se confirme, pode haver uma queda mais acentuada nas temperaturas e até a primeira onda de frio do ano na região.

El Niño em formação: o que esperar dos próximos meses

Outro tema em destaque na meteorologia é a formação do fenômeno El Niño, que ocorre pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e influencia o clima em diferentes regiões do planeta.

A previsão é de que o fenômeno se forme entre maio e julho e permaneça ativo até o fim do ano. Especialistas afirmam que há possibilidade de ele atingir intensidade forte, o que pode impactar o regime de chuvas e temperaturas no Brasil.

Em geral, o El Niño pode provocar redução de chuvas no Nordeste, aumento de precipitações no Sul e períodos de calor mais intenso no Sudeste. Ainda assim, meteorologistas reforçam que isso não significa a ocorrência de eventos extremos generalizados ou catástrofes, e que os impactos variam conforme a região e a intensidade do fenômeno.

Também há alerta para a circulação de conteúdos nas redes sociais com previsões exageradas sobre um “super El Niño”. Segundo especialistas, embora o fenômeno esteja confirmado, ainda não há indicação de cenários catastróficos, e o acompanhamento segue sendo feito diariamente pelos centros de meteorologia.

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