Hospital Infantil João Paulo II, em BH — Foto: Guilherme Pimenta / G1

MATÉRIA DO G1

Hospital Infantil João Paulo II, referência em atendimento pediátrico em Belo Horizonte, registrou aumento de 65% na demanda do pronto atendimento, principalmente por casos de nasofaringite, bronquiolite, bronquite, asma e otite. As internações também cresceram 38% em relação ao período fora da sazonalidade.

Para atender à demanda, a unidade ampliou a estrutura com sete novos leitos de UTI e 19 leitos de enfermaria. Também foram abertos dois consultórios de pronto atendimento e criados mais cinco pontos na sala de medicação. Caso necessário, há previsão de ampliação de mais oito leitos na sala de decisão clínica.

O hospital também recebeu reforço na equipe, com a contratação de 150 novos profissionais, entre eles 34 médicos10 enfermeiros69 técnicos de enfermagem e 18 fisioterapeutas respiratórios.

Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o aumento de casos já era esperado para o período entre março e junho e que, até agora, não há pressão no sistema de atendimento. Mesmo assim, há um plano de enfrentamento que prevê a abertura gradual de leitos e ampliação dos serviços, conforme a necessidade.

Em Contagem, na Grande BH, a prefeitura decretou nesta terça-feira (7) situação de emergência em saúde pública devido ao alto número de casos de doenças respiratórias nas últimas semanas, principalmente entre o público infantil e idoso (relembre mais abaixo).

As outras unidades da rede Fhemig

Além do João Paulo II, outras unidades da rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), como o Hospital Júlia Kubitschek e o Hospital Eduardo de Menezes, já operam com capacidade ampliada e podem abrir novos leitos de terapia intensiva conforme a necessidade.

De acordo com o estado, o aumento da demanda por casos respiratórios está confirmado, até o momento, apenas no João Paulo II. As demais unidades seguem sob monitoramento e ainda não apresentam crescimento consolidado semelhante.

A Secretaria de Estado de Saúde informou que antecipou medidas para enfrentar o período crítico, com ampliação de leitos, reforço de equipes e intensificação da vacinação em todo o estado.

A situação de Belo Horizonte

Dados da prefeitura mostram que os atendimentos por doenças respiratórias em BH quase dobrou entre fevereiro e março. Atualmente, a maior procura por atendimento é de pessoas entre 20 e 39 anos.

Como medida preventiva, a campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada na capital e está disponível para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.

Contagem

A situação de Contagem, na região metropolitana de BH, é mais grave. O município decretou na terça-feira (7) situação de emergência em saúde pública diante do aumento de casos de doenças respiratórias nas últimas semanas. Crianças e idosos são os mais afetados.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o município já registrou 21 mortes e 381 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026.

A medida permite ações mais ágeis, como contratações sem licitação, compra de insumos e solicitação de recursos, e tem como objetivo reforçar a prevenção e ampliar o atendimento nas unidades de urgência e emergência da cidade.

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