MATÉRIA DO O TEMPO
A tradicional prova de baliza deixou de ser etapa obrigatória do exame prático para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em quatro estados brasileiros a partir desta segunda-feira (26). A mudança, que flexibiliza o processo de habilitação, entrou em vigor no Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
O estado de Santa Catarina também deve adotar o novo procedimento em breve. A manobra de estacionar em vaga paralela à guia, historicamente apontada como uma das principais causas de reprovação devido à exigência de precisão em espaço reduzido, deixa de ser um critério de avaliação isolado nessas unidades da federação.
Como será o exame
Nos estados que aboliram a baliza, o exame prático passa a avaliar exclusivamente o desempenho do candidato em percurso de via pública, sob observação direta do examinador.
O trajeto incluirá quesitos como conversões à direita e à esquerda, uso correto da sinalização (seta), paradas obrigatórias e condução segura em situações reais de trânsito.
Segundo o Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), o objetivo é verificar a condução responsável nas condições normais de trânsito e o cumprimento das regras de parada em locais permitidos.
Autonomia dos estados
A flexibilização é permitida enquanto o novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular não é publicado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Até a padronização nacional, cada Detran mantém autonomia para definir os critérios.
Por isso, outros estados optaram por manter o modelo tradicional. Acre, Bahia, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe confirmaram que seguirão exigindo a prova de baliza.
Pontuação e carro automático
Além da exclusão da manobra, 2026 trouxe outras atualizações. A nova resolução do Contran alterou o sistema de pontuação, permitindo que o candidato perca até 10 pontos, dependendo da regra do Detran local.
As infrações agora seguem a classificação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): leve (1 ponto), média (2 pontos), grave (3 pontos) e gravíssima (6 pontos).
Outra novidade é a liberação de carros com câmbio automático para a prova prática em alguns estados, como São Paulo. A medida visa atender candidatos que não necessitam de adaptação veicular, reconhecendo o crescimento da frota de automáticos no país.
Reprovação
Caso seja reprovado, o candidato poderá agendar novas avaliações sem limite de tentativas. A segunda tentativa poderá ser marcada para o mesmo dia, sem cobrança de taxas adicionais.
O exame poderá ser interrompido pelo avaliador se o motorista demonstrar incapacidade técnica, instabilidade emocional ou comportamento incompatível com a segurança no trânsito.

