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Operação contra sonegação mira grupo empresarial de construção civil e cumpre mandado em Rio Acima

JORNAL SEMPRE – A Operação Coluna de Areia, deflagrada na manhã desta terça-feira, dia 28, desarticulou um esquema sofisticado de sonegação fiscal que causou um prejuízo estimado em R$ 26 milhões aos cofres públicos de Minas Gerais.

A ação foi coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (CIRA-MG), vinculado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O alvo foi um grupo empresarial do setor de construção civil suspeito de deixar de repassar o ICMS cobrado dos clientes, desviando os valores por meio de fraudes contábeis e práticas de lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e sequestro de bens em endereços localizados em municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, incluindo Rio Acima. Também houve diligências em Belo Horizonte, Pedro Leopoldo e Lagoa Santa. As ações ocorreram em galpões industriais, escritórios, sedes de empresas e residências de empresários e funcionários envolvidos no esquema.

Durante as buscas, foram apreendidos celulares, equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações. O CIRA-MG também obteve a indisponibilidade de ativos dos investigados, cujo valor total ainda está em apuração.

A operação mobilizou três promotores de Justiça, 37 auditores da Receita Estadual, 31 policiais militares, nove policiais civis, dois bombeiros militares e dez servidores do Ministério Público. Os detalhes e o balanço da ação foram apresentados em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira.

Esquema de sonegação

Segundo a Coordenadoria Regional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária de Belo Horizonte (CAOET-BH), as investigações apontaram a existência de um esquema estruturado de sonegação envolvendo ao menos 19 empresas interligadas, entre construtoras, fabricantes de pré-moldados, locadoras industriais e holdings patrimoniais.

De acordo com o apurado, o ICMS era incluído no preço dos produtos e pago pelos consumidores, mas não era repassado ao Estado. Os valores eram desviados para empresas de fachada e terceiros, com o objetivo de ocultar patrimônio e dificultar a fiscalização.

Os investigadores também identificaram indícios de manipulação contábil, com uso de contas fictícias, omissão de receitas e realização de vendas sem emissão de notas fiscais. Além disso, o grupo promovia frequentes reorganizações societárias para diluir responsabilidades e esvaziar o patrimônio passível de penhora, configurando o que o Ministério Público classifica como devedor contumaz.

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