MATÉRIA DO G1
A greve de servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), iniciada na última terça-feira (17), provocou o adiamento de mais de 30 cirurgias eletivas em hospitais da rede em Belo Horizonte, segundo a entidade.
Até a noite desta quarta-feira (18), 23 procedimentos programados no Hospital João XXIII haviam sido adiados. No Complexo de Especialidades, que inclui os hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti, foram oito adiamentos. As cirurgias de urgência e emergência estão sendo realizadas normalmente.
Segundo a Fhemig, as equipes assistenciais estão em contato com os pacientes afetados para reavaliação clínica e reorganização das agendas. Casos que “demandam maior atenção” serão priorizados.
“A Fhemig acompanha a situação de forma contínua e adota as providências necessárias para garantir o funcionamento regular dos serviços hospitalares, reafirmando seu compromisso com o cuidado, a responsabilidade e a qualidade da assistência prestada à população usuária do SUS”, afirmou a entidade, em nota.
Greve
A paralisação começou às 7h da última terça-feira, após assembleia realizada em frente ao Hospital João XXIII. Os trabalhadores mantêm uma escala mínima para garantir o atendimento a pacientes.
A decisão pela greve ocorreu após a apresentação de uma proposta de reajuste salarial considerada insuficiente para recompor as perdas inflacionárias dos últimos três anos.
A categoria também cobra o fim de descontos indevidos nos salários, além de melhorias nas condições de trabalho e cumprimento de acordos.
Os profissionais reclamam, ainda, de retirada de direitos e falta de respostas efetivas por parte da administração estadual para as demandas da categoria.
Rede Fhemig
Em Belo Horizonte, a rede da Fhemig inclui o Hospital João XXIII, o Hospital Infantil João Paulo II, o Hospital Eduardo de Menezes, o Hospital Júlia Kubitschek e o Hospital Alberto Cavalcanti, que atendem diferentes especialidades pelo SUS.

