Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG

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JORNAL SEMPRE – Uma mulher acusada de ser a mandante do assassinato de um homem em Rio Acima foi condenada na última sexta-feira, 30 de janeiro. O crime ocorreu em setembro de 2018. A pena estabelecida foi de 17 anos e seis meses de reclusão, a ser cumprida em regime fechado. Apesar de ainda caber recurso, a Justiça negou o pedido da defesa para que a ré recorresse em liberdade.

Segundo informações do Ministério Público de Minas Gerais, outras cinco pessoas acusadas por envolvimento no crime já foram julgadas e condenadas. Entre elas estão três da mesma família da ré e dois executores contratados para cometer o assassinato.

Ainda de acordo com o Ministério Público, a sentença por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) ocorreu após a mulher permanecer foragida por seis anos. A denúncia aponta que a família da ré atuava no tráfico de drogas na cidade e que o crime foi planejado depois que a vítima causou prejuízo financeiro na comercialização de entorpecentes na região.

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A denúncia aponta que a mulher fez o contato inicial com um dos executores para combinar detalhes sobre a morte do homem, contratou o serviço e auxiliou na fuga do grupo após o crime. A vítima foi abordada pelos executores enquanto estava sentada em frente ao portão de casa e atingida por cinco disparos de arma de fogo.

Julgamento

O primeiro julgamento estava marcado para setembro de 2025, mas precisou ser adiado devido à ausência da advogada de defesa. Uma nova sessão foi agendada para o dia 10 de outubro, porém foi suspensa novamente pelo não comparecimento da defensora e por uma ameaça de bomba no plenário.

“Assim a nova sessão foi marcada para a última sexta-feira, 30 de janeiro. O júri teve início às 9h30 e transcorreu até a madrugada de sábado. Ao final, a ré foi condenada integralmente nos termos da denúncia, por homicídio duplamente qualificado”, explicou o promotor de Justiça Enzo Bassetti, que atuou juntamente com a promotora de Justiça Renata Monteiro no caso.

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O julgamento foi acompanhado por um representante da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP), com o objetivo de garantir a segurança e a integridade do trabalho dos promotores de Justiça durante a sessão.

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