JORNAL SEMPRE – Uma jovem de 21 anos denunciou ter sido vítima de importunação sexual dentro de um ônibus do itinerário Avenida, em Nova Lima. O caso foi atendido pela Guarda Civil Municipal.
Segundo relato da vítima, ela entrou no coletivo acompanhada do filho, de seis anos, e sentou-se ao lado de um homem que aparentava estar dormindo. Pouco após o início da viagem, o homem acordou, cumprimentou a jovem com um “opa” e seguiu viagem normalmente.
Em determinado momento, o suspeito teria deslizado a mão sobre a coxa da mulher, que imediatamente recusou a atitude. Acreditando que ele havia entendido, a vítima permaneceu sentada, mas o homem voltou a tocá-la de forma inadequada. Diante da situação, ela se levantou rapidamente e foi para os últimos bancos do ônibus, junto com o filho.
Ainda conforme o relato, o suspeito se deslocou até o fundo do coletivo, sentou-se ao lado da jovem e voltou a passar a mão em suas coxas. Nesse momento, a vítima procurou o motorista e comunicou o ocorrido. Questionada se desejava ser levada à delegacia, ela respondeu afirmativamente. O motorista, então, conduziu o ônibus até a Base da Guarda Civil Municipal para as providências cabíveis.
O suspeito negou todas as acusações. De acordo com a Guarda Civil Municipal, o ônibus não possui câmeras na parte traseira, o que impossibilitou a obtenção de imagens do assédio. Testemunhas relataram apenas que o homem se levantou do assento inicial e se dirigiu ao fundo do veículo, mas afirmaram não ter presenciado o ato em si.
Ainda segundo a Guarda Civil Municipal, o autor apresentava sinais de embriaguez, como fala desconexa, confusão mental e desorientação, e negava repetidamente os fatos. R.P.d.S. informou fazer uso de medicamentos, mas não soube dizer quais. Com o suspeito foram encontrados um celular da marca Motorola, uma carteira com documento de identidade e uma garrafa de bebida alcoólica.
Após o atendimento à vítima, ambos foram informados de que seriam conduzidos à Unidade de Pronto Atendimento. No entanto, o homem, identificado como Rafael, recusou-se a acompanhar a guarnição, sendo necessário o uso de algemas para garantir a integridade física dos agentes e do próprio conduzido.
Segundo a GCM, os direitos constitucionais foram assegurados e a integridade física do suspeito preservada, permanecendo ele à disposição da Polícia Judiciária.






