População em situação de rua aumenta quase 10% em MG durante 2025, diz levantamento da UFMG — Foto: Reprodução/TV Globo

MATÉRIA DO G1

A população em situação de rua no estado subiu quase 10% no ano passado e chegou 33.139 pessoas, segundo um levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em Belo Horizonte, o aumento foi de pouco mais de 8%, totalizando 15.474 moradores sob essa condição.

O estudo foi produzido pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, projeto da Faculdade de Direito ligado ao Programa Polos de Cidadania, a partir de dados do CadÚnico.

De acordo com os pesquisadores, falta de moradias, emergências climáticas e deslocamentos forçados estão entre as principais causas desse crescimento (leia mais abaixo).

Ainda conforme a pesquisa, MG segue como o terceiro estado com maior número de pessoas em situação de rua no Brasil, ficando atrás de São Paulo (150.958) e Rio de Janeiro (33.656). BH também é a terceira colocada entre as capitais.

Veja os principais dados do levantamento:

  • Em 2024, 30.244 pessoas estavam em situação de rua em Minas Gerais e 14.319, em Belo Horizonte.
  • Em 2025, MG registrou 33.139 pessoas em situação de rua, enquanto BH contabilizou 15.474.
  • No período, a população sob essa condição de vida aumentou 9,57% no estado e 8,06% na capital mineira.
  • MG segue como o terceiro estado do Brasil com maior número de pessoas em situação de rua, ficando atrás de São Paulo (150.958) e Rio de Janeiro (33.656).
  • BH é terceira colocada entre as capitais, superada por São Paulo (101.461) e Rio de Janeiro (23.431).

Falta de políticas públicas

Segundo os pesquisadores, o crescimento do número de registros de pessoas em situação de rua no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) no Brasil pode ser analisado, pelo menos, a partir de quatro perspectivas complementares:

  • O fortalecimento do CadÚnico como principal instrumento de registro da população em situação de rua e de acesso às políticas públicas sociais no país.
  • A ausência e/ou a insuficiência histórica de políticas públicas estruturantes, principalmente, de moradia, trabalho e educação envolvendo a população em situação de rua, majoritariamente negra no nosso país (a cada 10 pessoas em situação de rua, sete são negras, na média nacional).
  • A precarização das condições de vida de populações já vulnerabilizadas, que foi agravada com a pandemia da Covid-19 e ainda é observada nas cidades brasileiras.
  • As emergências climáticas e os deslocamentos forçados em curso no Brasil, na América Latina e em outros continentes (destaque para a grave situação vivenciada em Roraima e sua capital, Boa Vista).

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