Imagens: Arquivo pessoal

SEMPRE NOVA LIMA – Imagens e relatos publicados pela empresária Pollyana Pilar, de 25 anos, nas redes sociais, tornaram pública a agressão que a jovem sofreu por parte do então companheiro, João, de 33 anos, advogado e sócio da Astra Capital, assessoria de investimentos vinculada ao BTG Pactual em Belo Horizonte. Segundo a vítima, o episódio não foi isolado, mas integra um padrão de violência que já teria ocorrido em relacionamentos anteriores do acusado.

Um boletim de ocorrência foi registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais, e Pollyana recebeu atendimento médico após as agressões.

Conforme o registro policial e o relato da vítima, o suspeito a convidou para dormir em sua residência após uma festa de réveillon. Pollyana afirmou que preferia dormir em sua própria casa, localizada no mesmo condomínio, o Village Terrasse. Ainda assim, ela foi até a casa do namorado, onde ele solicitou manter relações sexuais e recebeu uma negativa.

De acordo com o depoimento, ao tentar pegar uma roupa no armário, uma peça do móvel se soltou. O homem teria se irritado com a situação, iniciado uma discussão e afirmado que ela não sairia do local enquanto não consertasse o armário. A partir desse momento, segundo a vítima, começaram as agressões, e ela passou a temer pela própria segurança. O vestido que usava foi rasgado à força.

Ela conta que afirmou que chamaria um marceneiro e implorou para que ele a deixasse ir embora. Ao gritar por socorro e ameaçar ligar para a polícia, o companheiro a desencorajou. “Liga, liga porque não vai acontecer nada, liga mesmo”, disse ele, segundo Pollyana. Em seguida, ela tentou fugir, vestindo apenas roupas íntimas, mas o homem também as rasgou, deixando a vítima completamente nua.

“Eu fui pegar qualquer roupa que estava no chão e ele pisou na roupa. Ele falou que eu não ia sair, ele começou a me xingar de um monte de nome, aí ele me pegou pelo braço, me jogou contra o armário. Eu gritei para o socorro, ele falou ‘Grita, grita mesmo. Se você gritar mais, eu vou subir três andares e vou fazer com a sua avó a mesma coisa que eu estou fazendo com você'”, disse a jovem.

Assustada e temendo pela própria vida, Pollyana conseguiu retornar à sua casa, pegou a chave do carro e tentou se dirigir a uma delegacia. No entanto, o suspeito foi atrás dela. Ela driblou o homem e correu em direção à portaria do prédio, onde foi ajudada por um dos porteiros.

Ela foi encaminhada a um hospital, onde passou por exames de imagem e recebeu medicação. Pollyana relata sentir dores intensas no braço e na coluna. O suspeito não foi preso em flagrante, pois deixou o local antes da chegada da polícia e não atendeu aos chamados feitos por policiais e por familiares da vítima.

Ainda conforme o depoimento, João já teria uma medida protetiva concedida a uma ex-companheira. Pollyana afirma que, durante o relacionamento, ele costumava desqualificar a ex, dizendo que ela era “louca” e que tentava prejudicá-lo.

“A violência nunca começa com um soco. Começa com agressão verbal, com controle, com um puxão de braço. Sempre longe das outras pessoas”, afirmou. Em um desabafo público, a vítima disse que decidiu tornar o caso conhecido para alertar outras mulheres. “Eu consegui salvar a minha vida. A próxima, ele pode ceifar”, declarou.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

error: O conteúdo está bloqueado. Entre em contato para solicitar o texto.