SEMPRE NOVA LIMA – A audiência de instrução do processo criminal que envolve os veterinários e proprietários da Clínica Veterinária Cuidado Animal (Animed) – Hospital Veterinário, em Nova Lima, será retomada em outubro. O casal que era proprietário da unidade foi denunciado em 2019, acusado de congelar animais mortos para continuar cobrando pelas diárias e de realizar a extração clandestina de sangue de pets para comercialização. Durante as investigações, eles chegaram a ser presos pela Polícia Civil.
O primeiro dia de oitiva ocorreu na tarde da última terça-feira, 26 de agosto, no Fórum de Nova Lima. Na sessão estavam presentes os 12 réus, e a expectativa era de que cerca de 50 testemunhas, de defesa e acusação, fossem ouvidas. Os denunciados respondem a crimes de formação de organização criminosa, estelionato e crimes ambientais.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a nova data foi marcada para 7 de outubro. Como o processo tramita em segredo de Justiça, o teor dos depoimentos prestados nesta semana não pode ser divulgado.
Além de Marcelo Simões Dayrell e Francielle Fernanda Quirino dos Santos, outras dez pessoas também são acusadas, incluindo dois gerentes, o advogado do estabelecimento e sete médicos veterinários.
O que diz a defesa do casal?
Com o início da audiência de instrução envolvendo Marcelo e Francielle, a defesa declarou que os veterinários foram alvo de denúncias falsas originadas em uma investigação particular. Segundo o texto, a insatisfação de um tutor com os serviços prestados pela clínica motivou uma apuração considerada “parcial” e “ilícita”, seguida de postagens difamatórias nas redes sociais.
Em relação às acusações de congelamento de animais, os advogados afirmaram que o procedimento é “padrão exigido pela vigilância sanitária” e usado para evitar a decomposição do cadáver do animal.
“Nesta nova etapa processual serão ouvidas as testemunhas e produzidas as provas solicitadas pela defesa. Assim, os advogados de Marcelo e Francielle têm a firme convicção de que será comprovado cabalmente que ambos foram sim vítimas de uma série de denúncias infundadas que ganharam desmedida desproporção em função de um grande sensacionalismo criado em torno dos fatos”, conclui a nota.