Alunos de Macacos podem perder ano letivo

Caso chegue a 25% de faltas no ano letivo, os alunos são reprovados automaticamente

Reprodução/TV Globo - A escola municipal do distrito de Macacos

Os alunos de São Sebastião de Águas Claras (Macacos), distrito de Nova Lima, poderão perder o ano letivo, devido a crise que a Vale vem causando na região.

O medo das barragens de B3/B4 romperem é alto e com isso as mães não autorizam os filhos a voltar os estudos na escola municipal do distrito. Segundo a Defesa Civil, o colégio está a apenas 54 metros da mancha de inundação em caso de acidente.

A saída, portanto, era a mineradora instalar salas de aula no Instituto Kairós, hoje desativado. Mas, o local fica a um quilômetro das barragens de B3/B4 e a dois quilômetros da barragem de Capão da Serra. As duas primeiras estão com nível 3 para possível rompimento, a segunda em nível 2.

Com isso, segue o impasse. A melhor estimativa da Vale é que em 31 de janeiro do ano que vem uma nova escola esteja pronta para os alunos e, também, para a creche.

Outra possibilidade discutida foi o retorno para o mesmo prédio onde funcionava a antiga escola. Isso é defendido pela Secretaria Municipal de Educação (Semed). Porém, o Corpo de Bombeiros vetou a possibilidade devido a questões de segurança. A Semed pediu explicações à Corporação, que ainda não se pronunciou.

Novas rodadas de negociação com a Vale vão ocorrer na próxima segunda-feira, dia 8. Moradores querem resolver a situação o quanto antes.

Alunos podem perder o ano letivo

A grande questão em torno desta situação é o aprendizado das crianças e a possibilidade de perder o ano letivo. Isso porque se os alunos alcançarem 25% de faltas no período, ou seja, 50 dias, eles são automaticamente reprovados.

A secretária de Educação, Viviane Matos (DEM), informou que mantém diálogo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE) a fim de abrir uma exceção para os alunos nova-limenses.

“Nossa rede dialoga com o estado e as regras do estado, porque não temos sistema de ensino. Queremos ver a legalidade dos prazos de acordo com a legislação e a possibilidade de estarem fora da sala por mais tempo, uma vez que o que está ocorrendo em Macacos é uma excepcionalidade”, diz Viviane

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